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A força do e-commerce

Pouca gente sabe, mas o sistema que deu origem ao e-commerce surgiu no final dos anos 1970, antes mesmo da internet e do “www”. Naquela época – de uma forma diferente – já era possível realizar transações via rede, sendo a primeira compra online concluída com sucesso em 1979, por meio de uma televisão, na Inglaterra.

Desde lá, a comodidade é um ideal perseguido por meio do canal, mas, além disso, é preciso entender o verdadeiro papel do e-commerce, que não tem a ver somente com preços mais baixos e conquista uma legião de fãs cada vez maior.

“Falta de tempo para procurar produtos, os preços dos estacionamentos e o trânsito das grandes cidades têm incentivado as pessoas a comprar online.” Solange Oliveira

 

Diferenciação é fundamental

Investir em bons produtos e serviços é essencial para diferenciar uma loja virtual para não precisar ganhar da concorrência só no preço, segundo Solange Oliveira, especialista em e-commerce da e-Vision Consulting. “Os empresários ainda não viram o potencial gigante do e-commerce para oferecer produtos atrelados a serviços, entregas e embalagens melhores.

Oferecer o que o cliente não encontra na loja física é a grande dica para não ficar preso a promoções”, explica. Para driblar a ausência de contato pessoal, é preciso investir no que realmente faz a diferença nesse ambiente, como fotos lindas dos produtos, comunicação clara e próxima, presença nas plataformas onde o seu consumidor está e relacionamento ativo.

Estar disponível sempre e de forma rápida também é fundamental, afinal, essa é uma das grandes facilidades oferecidas pela tecnologia. “Quem compra online não compra o produto, mas a sua projeção, por isso imagens ambientadas e com zoom nos detalhes são importantes. Assim como a descrição, que não deve ser uma cópia do manual ou algo frio. Transmitir todas as sensações e possibilidades de uso é a tarefa de quem faz o cadastro no site”, destaca Solange.

 

E-commerce como aliado

Mesmo que muitos negócios tenham loja virtual como plataforma principal, até mesmo os pontos de venda já estabelecidos podem manter um e-commerce como aliado no processo de construção da marca e vendas. Para Solange, ele não deve ser encarado como um concorrente, mas como mais um ponto de contato com o cliente. “Pessoas que antes não visitavam ou conheciam a rede passam a poder pesquisar e comprar online. É como dizer: ‘Olá, cliente, minha loja fica longe? Você não gosta de provadores? Não quer ficar andando por aí? Eu te ajudo! Agora a minha loja vai até você!’”, exemplifica.

Criar um meio de motivar a equipe da loja a vender pela internet é decisivo para uma visão de marca multicanal. Redes como Farm e Animale, por exemplo, lidaram bem com a novidade e implementaram formas de remunerar os vendedores pelas vendas feitas pelo e-commerce. Ambas criaram o código do vendedor, informado em loja, que concede vantagens, como desconto ou frete grátis, e alerta o sistema para que a comissão seja direcionada corretamente ao atendente. “Trabalhamos assim há dois anos e isso estimula os vendedores, além das gincanas para reconhecer e premiar quem mais vende pela loja virtual”, comenta Letícia Borges, gerente da Farm Iguatemi. Na Animale, mais do que fortalecer o site, a estratégia traz segurança para consumidores que ainda têm receio de comprar pela internet, pois cria um ponto de contato físico, e facilita para clientes onde não há loja, mas são fiéis à marca.

Garantir um bom mix, serviços, planejamento, investimento em mídias digitais e treinamento para oferecer a melhor experiência ao consumidor é um bom roteiro para uma gestão de e-commerce eficaz. Além disso, aproveitar o grande volume de dados gerados para conhecer mais o público-alvo ajuda a marca a seguir relevante e atual, pois, hoje, quem não está disponível nos meios digitais está a um passo de se tornar obsoleto.

 

O conteúdo faz parte da Conexão Varejo, publicação mensal do Sindilojas Porto Alegre. Quer ler a revista completa? Clique aqui.