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60% dos consumidores deixaram para a última hora a compra de materiais escolares

Os lojistas do segmento de materiais escolares da Capital estão preparados para receber os consumidores “de última hora”. Segundo sondagem do Sindilojas Porto Alegre, essas pessoas representam mais da metade (60%) de quem deve comprar esse tipo de produto. Em entrevista com os lojistas isso se confirma: 75% deles estão achando o movimento ainda baixo nas lojas, e esperam que o cenário mude nas duas últimas semanas de fevereiro.

A expectativa para 40% dos empresários é de que as vendas aumentem ou pelo menos se mantenham (40%) em relação ao ano passado. Quem acredita que os resultados devem piorar representa 15% e 5% não souberam responder.

Em relação ao preço dos materiais, grande parte (60%) dos lojistas afirma que devem ser semelhantes a 2019. Segundo 40% deles o preço deve subir, com reajuste médio de 9%, quase três vezes maior que o reajuste previsto para 2019, 3,4%. A lista dos produtos que estão mais caros é liderada pelos cadernos, com aumento médio de 10%. No ano passado, esse item já teve seu preço bastante aumentado, em torno de 29%. O gasto médio esperado pelos lojistas é de R$ 136 por consumidor, de acordo com o levantamento.

Comportamento

Ainda segundo os lojistas, alguns pedidos têm se destacado este ano em comparação com os outros anos: os consumidores estão buscando mais por materiais sustentáveis e ecologicamente corretos, assim como por produtos de cores mais neutras (sem gênero). Os empresários também destacaram a procura por itens mais seguros, leves e fáceis de transportar. Em relação ao tema e personagens dos materiais, se destacam os super-heróis, unicórnios, princesas, lhamas e itens do youtuber Luccas Netto.

Na resposta dos consumidores a percepção dos lojistas está correta sobre o que é procurado por eles. A maioria dos pais (54%) disseram ainda que os filhos participam da escolha dos materiais e 36% dos filhos pedem por itens com tema ou personagens específicos.