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Entrevista exclusiva com Camila Salek, sócia-fundadora da Vimer Experience Merchandising

Uma das referências brasileiras em Visual Merchandising (VM), Camila Salek é sócia-fundadora da Vimer Experience Merchandising, empresa líder na criação de campanhas para PDV e Visual Merchandising, fundada há 12 anos. Segundo ela, um bom projeto de VM é peça fundamental para a experiência do cliente e deve ser pensado desde a concepção das coleções e dos produtos. Camila participou do bate-papo da edição de novembro da revista Conexão Varejo. Confira abaixo a entrevista completa: 

> O que é o Visual Merchandising e qual a sua função?

O VM é um dos pilares estratégicos da área de marketing, que trabalha um conjunto de técnicas e estudos do ponto de venda para ativar as potencialidades do ambiente de loja, de modo a oferecer uma experiência de compra alinhada aos objetivos mercadológicos da marca, pensando desde as formas de atração até a decisão do consumidor pela compra.

> Qual é a diferença entre VM e vitrinismo?

O vitrinismo é voltado para a criação cenográfica, destacando projetos visualmente maravilhosos, mas que não necessariamente consideram aspectos comerciais. No VM, consideramos todos os pontos de contato do ambiente de uma loja (vitrines, expositores, provadores, caixa) para construir a conversa da marca com o consumidor. Aspectos sensoriais do ambiente de loja, como som, iluminação e aroma, também são atalhos para a construção de uma história.

> Por onde começa o planejamento de VM?

O VM deve começar com o planejamento das áreas de compras e marketing: é uma ferramenta para atingir as metas estabelecidas pela empresa. Quando uma marca está pensando no lançamento de um novo produto ou no crescimento do volume de vendas de uma categoria, por exemplo, precisa pensar como isso será ativado no ponto de venda. A forma como o produto é trabalhado neste ambiente influenciará diretamente nos resultados.

> Qual a distribuição correta dos produtos ao longo da loja?

Depende do papel estratégico de cada produto dentro do mix. Geralmente lançamentos ficam perto da porta da loja, pois funcionam como grandes atrativos de fluxo. O meio deve conter espaços para expor o mix de forma setorizada, a fim de facilitar a vida do consumidor. Já no fundo da loja, ficam itens conhecidos pelo público, os chamados produtos “destino”, que são responsáveis por atrair as pessoas.

“A forma como o consumidor é impactado no ponto de venda é parte do planejamento de VM, responsável por estruturar a narrativa que guia a experiência de compra no ambiente de loja.”

> Um VM adequado é capaz de reduzir a necessidade de atendentes na loja?

Com certeza! Sempre digo que o VM é um vendedor silencioso. Um dos grandes desafios do varejo é a rotatividade do time de vendas, por isso ter uma loja que se comunique diretamente com o consumidor é de vital importância. As ferramentas de VM são atalhos para garantir que a exposição dos produtos e a comunicação em loja – que agrega ao próprio discurso do vendedor – auxiliem nas vendas.

> Como inovar no VM numa data tão tradicional como o Natal?

O Natal carrega uma narrativa forte sobre presentes. E a inovação não está em fugir deste contexto, mas em dar destaque especial para as opções presenteáveis. A diferenciação está na construção individual que cada marca vai propor a partir do seu posicionamento e dos produtos que vai trazer para essa sazonalidade. Trabalhamos as campanhas de PDV para todos os nossos clientes, e nenhuma proposta criativa é igual, das mais tradicionais às mais divertidas, pois cada marca tem uma história para contar e uma mensagem própria a transmitir nessa época.